domingo, dezembro 12, 2010

SPRINT. PAUSA. SPRINT. PAUSA. SPRINT. PAUSA. SPRINT. PAUSA.
É estranho, por ser ao mesmo tempo desesperador e alienante. Ter a perspectiva de ganhar dinheiro num futuro próximo mas não especificamente localizado é pior do que não ter perspectiva alguma. É como se o tiro de inicio da corrida tivesse sido disparado há poucos segundos e não me disseram se são 100 metros rasos ou maratona.
Essa perspectiva fica ainda mais bizarra e surreal e brumosa quando se tenta manter os hábitos sociais que envolvem ter grana. A saber, as atividades supérfluas que nos mantém em contato com nossos semelhantes (quem?). Existir socialmente é ter dinheiro!
Em retrospectiva, sob esse prisma, relacionamentos ocorridos em épocas de penúria da minha vida eram, no que concerne à estrutura, quase somente sexo recreativo. Tinham, sim, sentimento (nem sempre tão intenso ou profundo quanto se espera ou se admite....), mas ao descrever a rotina que se desenvolveu naturalmente, me vem a frase “Pô, a gente não saía daquela cama”.

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